O mercado do wellness criou uma versão do autocuidado que é, em muitos casos, mais uma forma de optimização do que de cuidado genuíno. Importa distinguir.
Cuidado genuíno começa pelo reconhecimento do que é — não pelo que deveria ser. Não começa pela lista de hábitos a implementar, pela rotina matinal a construir, pelo app a descarregar. Começa por uma forma de atenção que é, ela própria, rara: presença sem agenda.
A maioria das pessoas que vem ao Instituto Phernssi cuidou de muita gente ao longo da vida. Filhos, parceiros, equipas, clientes, pais. O que não aprenderam — porque ninguém ensina — é como virar essa atenção para si mesmas sem que isso pareça egoísmo, fraqueza ou perda de tempo.
O cuidado de si que propomos não é spa. Não é desligar do mundo para recarregar baterias. É algo mais exigente e mais consequente: aprender a ser uma testemunha honesta da própria experiência. A reconhecer o que está a acontecer antes de decidir o que fazer com isso.
É um trabalho que leva tempo. Que não produz resultados imediatos visíveis. E que, quando acontece genuinamente, muda a relação com tudo o resto.